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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Artigo sobre nossa família no Goslarsche Zeitung da Alemanha - Edição de 23/01/2026

Há algumas semanas entrei neste grupo no Facebook da comunidade de Clausthal-Zellerfeld, que é o local de onde vieram nossos antepassados. Lá no grupo fiz uma postagem contando a história da família e um pouco de suas profissões nas minas da cidade.

Alguns dias depois, um jornalista do Goslarsche Zeitung chamado Robin Raksch entrou em contato comigo via e-mail com a intenção de criar um artigo no referido jornal sobre a família. Aceitei prontamente e ele enviou diversas perguntas, solicitou também fotos dos 'antigos', também de algum objeto que talvez ainda tivéssemos de nossos antepassados, uma foto minha e da família. Aproveitei e falei das CONBUCAS e enviei uma foto da última realizada em Canoinhas.

 Enviei a ele todo o material e no dia 23/01/2026 a matéria foi publicada, para minha supresa praticamente uma página cheia.

👉 Compartilho aqui neste link a matéria para quem quiser ver original, na íntegra! E abaixo a tradução: 

 

Raízes que atravessam continentes 

Brasileiro Daniel Buchmann descobre mineiros da região do Harz em sua pesquisa genealógica – Agora ele busca por parentes vivos 

Por Robin Raksch

CLAUSTHAL-ZELLERFELD Uma pequena cidade no Oberharz e um país distante na América do Sul: o brasileiro Daniel Buchmann pesquisa há décadas como esses dois lugares estão conectados por sua família. Em sua pesquisa genealógica, ele encontrou rastros que remontam a mineiros de Clausthal-Zellerfeld do século XIX. Agora, ele deseja encontrar parentes que ainda vivam no Oberharz ou especialistas que possam ajudá-lo na busca por suas raízes.

O pai de família de 52 anos, residente em São Bento do Sul, no norte de Santa Catarina, solicitou ajuda inicialmente em um grupo de Facebook da região do Oberharz. "Estou pesquisando as raízes da família Buchmann e a conexão entre Clausthal e o sul do Brasil", escreveu ele, perguntando por informações sobre membros da família que permaneceram em Clausthal. Posteriormente, Buchmann explicou que dá continuidade, desde 1994, à pesquisa iniciada por um primo de seu pai.

Anos de pesquisa em fontes

Em sua longa investigação, ele utilizou plataformas como o banco de dados online Family Search, o Google e arquivos históricos alemães disponíveis na internet. Através de listas de imigrantes, registros da igreja luterana em Joinville e listas de passageiros de navios, foi finalmente possível rastrear o nome Buchmann a um local de origem específico: Clausthal.

Surpreendentemente, ele encontrou pelo menos outras dez a doze famílias que emigraram da mesma localidade. "Isso indica que, a partir da década de 1850, houve uma intensa estimulação mediática na região", possivelmente promovida por esforços coloniais de Hamburgo, estima ele.

[FOTO 1: Retrato Histórico] Louis Buchmann, filho do mineiro emigrado Carl Christian Friedrich Buchmann, posa para uma foto com alguns de seus filhos em 1910. Ele era o bisavô do pesquisador.

Em livros de registros paroquiais, o pesquisador encontrou referências ao casamento de seus antepassados, o mineiro Johann Gottlob Buchmann e sua esposa Philippina Henrietta Bär, em 1813: eles são figuras-chave para a continuação da busca. Entre 1813 e 1822, ambos vieram da antiga vila de Crostewitz, perto de Leipzig, para Clausthal, para trabalhar nas minas. Detalhes específicos sobre o trabalho deles permanecem desconhecidos para Buchmann.

Quase todos os seus sete filhos nasceram em Clausthal entre 1822 e 1839. Dois filhos emigraram para o Brasil. O primeiro foi o primogênito, Johann Heinrich Buchmann, também mineiro. "Um livro de 1861 sobre o 50º aniversário da Escola Real de Minas de Clausthal lista um aluno com o sobrenome Buchmann, da turma de 1841, que estava no Brasil", afirma o pesquisador. Dada a idade, era muito provável que fosse ele. Em 1854, ele chegou ao sul do Brasil com a esperança de terras e uma vida melhor para sua esposa e três filhos. Ele fundou o ramo Buchmann de Guaratuba, foi muito bem-sucedido (quase um grande proprietário de terras) e um dos fundadores da loja maçônica Cruzeiro do Sul.

O quarto filho do casal de Clausthal, Carl Christian Friedrich Buchmann, nascido em 1830, chegou em 1856. "Meu antepassado direto", explica o genealogista. Ele havia trabalhado anteriormente como operário de britagem (Pocharbeiter). Ao chegar em Joinville, recebeu dois lotes de terra e casou-se com uma suíça em 1856. Em 1857, nasceu seu bisavô, Louis; dele provém a única peça histórica que a família possui dessa época: um relógio de bolso. Por fim, Johann Gottlob, já viúvo, seguiu seus filhos para o Brasil em 1860.

Vestígios da mineração do Harz 

No Brasil, os três Buchmanns de Clausthal não exerceram mais atividades mineiras. Segundo Daniel Buchmann, simplesmente não havia minas na região. Por isso, abandonaram amplamente as práticas e costumes da mineração do Harz, tornando-se agricultores e marceneiros. "Mas o sucesso da família baseou-se na capacidade de adaptação ao novo ambiente e profissões, e em habilidades adquiridas na mineração, como disciplina e organização", admite ele.

Hoje, a família Buchmann está espalhada por todo o país, com cerca de 600 descendentes rastreáveis a essa família de imigrantes de Clausthal. "Realizamos a cada dois anos uma festa familiar chamada 'Conbuca' (Convenção Nacional dos Buchmanns de Campo Alegre), que reúne os Buchmanns do Brasil", explica Daniel. O encontro ocorre regularmente há mais de 50 anos; o próximo será em outubro ou novembro, na cidade de Curitiba (Paraná).

[FOTO 2: Reunião Familiar] Como acontece a cada dois anos, a família Buchmann se reúniu em 2024 na cidade de Canoinhas para a festa familiar "Conbuca". No futuro, eles também desejam convidar membros da família da Alemanha.

Os Buchmanns na Alemanha

O que se sabe sobre a família na Alemanha? O rastro dos cinco filhos de Johann Gottlob que permaneceram lá se perde rapidamente: dois morreram na infância ou no nascimento. O terceiro filho, Johann Georg Carl Wilhelm Buchmann, casou-se em 1865 com Clara Luise Lehmann em Prüm, onde tiveram pelo menos dois filhos: Georg Wilhelm Ferdinand e Gustav Carl Robert Alexander.

Daniel Buchmann, contudo, ainda não tem contato com descendentes. "Nem sabemos se eles existem". Outro filho, também chamado Louis, nasceu em Hannover. Faltam detalhes sobre seus possíveis descendentes, assim como sobre os descendentes da última filha, Johanne Friederike Elisabeth Buchmann, nascida em Clausthal em 1839.

[FOTO 3: Relíquia] O único objeto histórico da época da imigração que a família Buchmann possui até hoje é um relógio de bolso de Louis Buchmann.

Busca de contato em Clausthal 

"Gostaria muito de receber mais informações e restabelecer o contato com os parentes que ficaram na Alemanha e que ainda não conhecemos", resume Daniel Buchmann. Ele pede que qualquer pessoa que possa ajudar entre em contato através do site de sua empresa (www.bcbuchmann.com.br) ou pelo seu perfil no LinkedIn ("danielbuchmann").

Ele documenta toda a história de sua família, documentos e fotos antigas em um blog em português: https://familiabuchmann.blogspot.com/.

[FOTO 4: Daniel e Família] Daniel Buchmann tem esposa e dois filhos. Na foto, eles estão de férias em Florianópolis, capital de Santa Catarina.

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